Software de recuperação tributária para contadores: como escolher
Atualizado em outubro de 2026.
A escolha depende de três perguntas: quais regimes a sua carteira tem, de onde a ferramenta tira os dados e quem fica com a relação e o honorário do cliente. Escritório com carteira grande no Simples Nacional precisa de uma ferramenta que trate PGDAS-D e monofásico. Quem tem clientes no Lucro Real precisa de leitura de SPED. Antes de olhar marca, decida o modelo.
Quais são os modelos disponíveis?
| Terceirizar a recuperação | Software operado pelo escritório | Software com equipe junto | |
|---|---|---|---|
| Quem executa | A empresa parceira | A sua equipe | A sua equipe, com apoio do fornecedor |
| Quem fala com o cliente | Muitas vezes, o parceiro | Você | Você |
| Como cobra | Divisão do honorário de êxito com você | Assinatura ou por CNPJ | Definido depois de um diagnóstico |
| Bom para | Quem só quer indicar | Quem já tem equipe tributária | Quem quer oferecer o serviço sem montar equipe do zero |
| Risco principal | Perder margem e o controle da relação | Ferramenta parada por falta de tempo | Depender do fornecedor no começo |
Nenhum modelo é melhor em tudo. O erro mais caro é escolher pela promessa de valor recuperado sem saber como o número foi calculado.
Que perguntas fazer antes de contratar?
- Atende o regime da minha carteira? Muitas ferramentas focam em Lucro Real e Presumido e não tratam o Simples.
- De onde vêm os dados? Upload de SPED e XML, ou consulta direta às fontes oficiais (e-CAC e APIs do Serpro)? Upload depende do cliente mandar arquivo. Consulta direta exige procuração eletrônica.
- O cálculo é auditável? Peça o memorial de um caso: mês a mês, base, alíquota, diferença e correção pela Selic.
- Quem transmite a retificação e o pedido? Seu escritório ou o fornecedor? Isso define de quem é a responsabilidade técnica.
- Quem fica com o honorário? Em modelos de indicação, o escritório recebe uma parte. Em modelos de software, recebe tudo e paga a ferramenta.
- O que acontece depois do primeiro ganho? A ferramenta também corrige a apuração mensal, para o erro não voltar?
Quais teses a ferramenta precisa cobrir?
| Carteira | Teses mais comuns |
|---|---|
| Simples Nacional, comércio | PIS/COFINS monofásico, ICMS-ST pago no DAS |
| Lucro Presumido | Exclusão do ICMS da base do PIS/COFINS, INSS sobre verbas indenizatórias |
| Lucro Real | Créditos de PIS/COFINS sobre insumos, exclusão do ICMS, ICMS-ST |
| Construtoras | INSS pago a maior por obra (CNO/CEI), retenções de 11% |
Se a sua carteira é majoritariamente Simples, comece por recuperação tributária no Simples Nacional.
Onde a Inloco se encaixa?
A Inloco é o terceiro modelo. Agentes de IA buscam os documentos nas fontes oficiais, cruzam os dados por cliente e preparam o cálculo. O seu escritório define as teses, fala com o cliente e fica com o honorário. O nosso time trabalha junto até a operação rodar com a sua equipe.
Ajudamos a identificar mais de R$ 500 milhões em créditos recuperáveis em 3 meses. É dado da Inloco, somado sobre os casos que acompanhamos.
Perguntas frequentes
Contador pode fazer recuperação tributária?
Sim. A maior parte das teses no Simples e no Presumido é administrativa, feita por retificação de declarações e pedido de restituição ou compensação, com procuração do cliente.
Quanto custa um software de recuperação tributária?
Varia por modelo: divisão do honorário de êxito, assinatura mensal ou preço por CNPJ analisado. Peça a simulação com um cliente real antes de assinar.
Vale mais terceirizar ou fazer dentro do escritório?
Terceirizar é mais rápido para começar, mas divide a margem e às vezes a relação com o cliente. Fazer dentro dá mais margem e controle, mas exige tempo da equipe.
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