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Como oferecer recuperação tributária na contabilidade

Atualizado em outubro de 2026.

O jeito mais rápido é começar pela carteira que o escritório já atende. Filtre os clientes com mais chance de crédito, faça o levantamento de um CNPJ, mostre o número ao cliente e cobre honorário de êxito sobre o que for recuperado. Não precisa de cliente novo nem de equipe nova para o primeiro caso.

Por que a contabilidade é quem está mais perto do crédito?

Porque o contador já tem a procuração, as declarações e o histórico do cliente. O pagamento a mais costuma nascer na própria apuração, por exemplo, quando o PGDAS-D sai sem separar a receita de produto monofásico. Quem olha a apuração todo mês é quem acha o erro mais rápido.

Por onde começar na carteira?

Perfil do clienteChance de créditoPor quê
Simples, comércio de farmácia, cosmético, autopeças ou bebidasAltaPIS/COFINS monofásico pago no DAS
Simples, comércio com produto de ICMS-STAltaICMS pago de novo no DAS
Lucro Presumido com folha grandeMédiaContribuições sobre verbas indenizatórias
Construtora com várias obrasMédiaINSS pago a maior por obra
Simples, prestador de serviço puroBaixaPoucas teses aplicáveis

Comece pelos clientes do primeiro perfil. O CNAE e o PGDAS-D de cada um já dizem quem vende produto monofásico ou com ST.

Como cobrar recuperação tributária?

O modelo mais comum é o honorário de êxito: um percentual sobre o valor efetivamente restituído ou compensado. O cliente só paga se receber. Isso facilita o sim, porque não há custo de entrada.

ModeloComo funcionaQuando usar
Êxito puroPercentual sobre o recuperadoPrimeiro caso, cliente desconfiado
Fixo + êxitoValor pelo levantamento, percentual menor sobre o recuperadoCasos com muito trabalho de análise
RecorrenteMensalidade para revisar a apuração e evitar novo pagamento a maisDepois da recuperação

Em modelos de indicação, o escritório passa o cliente a uma empresa parceira e recebe só uma parte do êxito. Fazendo dentro do escritório, o honorário inteiro fica com você.

O que muda na rotina da equipe?

  1. Levantamento: notas, declarações e pagamentos dos últimos 5 anos.
  2. Cálculo: mês a mês, com memorial.
  3. Transmissão: retificações e pedidos.
  4. Acompanhamento: até o dinheiro cair ou a compensação ser aceita.

O gargalo quase sempre é o levantamento. É o passo que mais consome hora e o que a automação mais reduz.

Quais cuidados tomar?

  • Contrato antes do trabalho. Defina o percentual, a base (recuperado, não estimado) e o momento do pagamento.
  • Memorial de cálculo para o cliente. É o que dá segurança para ele assinar e para você defender o pedido.
  • Corrigir a apuração mensal. Recuperar e deixar o erro continuar é perder o cliente na próxima conversa.

Perguntas frequentes

Contador pode cobrar honorário de êxito?

Sim. O contrato de prestação de serviço pode prever remuneração sobre o resultado. Deixe base, percentual e prazo escritos.

Quanto tempo leva para o cliente receber?

O levantamento e as retificações levam semanas. O prazo da restituição depende da análise da Receita. Compensação com débitos do próprio Simples costuma ser mais rápida que restituição em dinheiro.

Preciso de um tributarista no escritório?

Para as teses administrativas do Simples, não. Para teses judiciais, como a exclusão do ICMS da base do PIS/COFINS em casos discutidos na Justiça, sim.

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